To:sinjorba Rafael Sena Andrade, Monday, March 03, 2008
Subject: [sinjorba] Baba do sinjorba, que tal?
Olá pessoal,
Estive pensando essa semana como faz tempo que não chuto uma bola. Nem sei mais com qual perna é melhor. Tô precisando perder peso mesmo, correndo atrás de uma redonda, e me humilhando para formar um baba. Pensei, então, se há homens suficientes no sinjorba afim de um babinha semanal, sei lá. Que tal?
Paulo Leandro <pauloleandro. jor@uol.com. br> escreveu:
Meu caro Andrade,
colegas da incessante liça informativa :
De 1985 pra cá, tivemos duas ocorrências de babas freqüentes em nosso coletivo.
A primeira delas, organizada em parceria com os estudantes da Federal, acontecia às sextas-feiras, no campo de Ondina e tinha como alguns de seus mentores os irmãos Medeiros (Rogaciano e Gilmar), Luis Lasserre, entre outros que deram seqüência a evento idealizado pelo ex-presidente da Federação Bahiana de Futebol, Márcio Matos de Oliveira, o “Gigante”, à época nosso colega no primeiro ano de funcionamento da Faculdade de Comunicação (Facom), sucessora da extinta Escola de Biblioteconomia e Comunicação.
Não sei se ainda ocorrem os embates que eram seguidos por uma cervejinha. Os babas serviram para montar o time-base de Comunicação que brilhou no campeonato universitário, tornando fregueses os rivais de Direito com um time cujo padrão se assemelhava ao do Atlético de Madrid (listras verticais vermelhas e brancas), exceto pelo detalhe da decisão de arrancar uma das mangas da camisa, como forma de demarcar o território ebeceano-flamboyâ nico, de memória bem-cuidada hoje pelo nosso virtual Superior Figueiredo.
Estes encontros são referenciados como o início da carreira de Edilson, tetracampeão mundial de futebol, então morador do bairro da Federação e que aparecia para bater uma bolinha no comando do ataque, pois seu futebol não servia para os clubes profissionais da Bahia na época. Nos anos 1990, uma diretoria informal composta por Nestor Mendes Júnior e Ipojucã Cabral organizou uma série de babas em locais diversos, começando pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).
Nossos craques nômades circularam pelo bom gramado da Empresa Gráfica da Bahia (Egba), Centro Espanhol, pelo campo sintético do Clube Bahiano de Tênis, Associação Atlética da Bahia, entre outras agremiações, até os estertores, em uma quadra situada ali próxima a um restaurante chamado Grande Muralha, na orla, cercanias de Patamares.
Possivelmente, esgotamos o roteiro de quadras e campos disponíveis em Salvador neste período, incluindo locais públicos como o conjunto esportivo da Boca do Rio e da Bonocô, substituído por um conjunto habitacional popular, antes de pegar a subida para Brotas, no sentido de quem vai para o Iguatemi. Estes babas tinham a peculiaridade de serem bem divulgados na imprensa, pois eram distribuídos textos aproveitados pelas editorias de esporte e serviam também para homenagear colegas nos nomes das taças entregues aos vencedores, como Genésio Ramos, então editor de esportes de A TARDE, e Florisvaldo Mattos, entre outros.
Guardo, em meu acervo pessoal, uma amostra destes textos e fotos de alguns destes jogos que ficarão para nossa memória coletiva. O Sinjorba realizou ainda, na diretoria presidida por Raimundo Lima, um campeonato de jornais em 1986, tendo sido campeão o extinto Jornal da Bahia e vice, o Correio da Bahia, que tinha, entre seus titulares, o editor de esportes Antônio Luis Diniz, o arquivista Trabuco, o repórter policial Luis Muniz, este beque parado que ora escreve, e o lépido Artur Carmel, então no auge da forma.
Não saberia dizer se o hábito do teclado em era digital já nos reduziu o interesse pelo jogo físico, mas arrisco palpitar que sua idéia será uma das últimas oportunidades de se praticar o outrora nobre esporte bretão em ambiente presencial, pois logo, logo, estaremos nos divertindo exclusivamente em games, como o winning-eleven, que já tem tirado muitos valores das categorias de base do clube que migram para a frente do monitor. Temos aqui, no condomínio popular onde moro, um campo de futebol society com boas traves e cercado por área verde que bem serviria para sediar a nossa estréia.
Poderia ver com a direção da Associação Desportiva dos Veteranos do Condomínio Amazônia se há possibilidade de nos ceder o Saboeirão por uma manhã de sábado. Mas, antes, precisamos checar se ainda há interesse pelo ‘foot-ball’ entre nós. Um abraço e parabéns pela iniciativa
Paulo Leandro
Yuri escreveu:
oba-oba
tô dentro (lá ele)
yuri Em 03/03/08, pauloleandro. jor <pauloleandro. jor@uol.com. br> escreveu:
Yuri, Rafael…
Já somos três.
Dá um gol-a-gol, quem ganhar chama.
Ou um baba quadrado, partida de dois gols-20 minutos.
Meu filho Hugo é fominha, pode ser também um golzinho fechado, dois contra dois.
Corrigindo informação do e-mail anterior, Edilson é penta e não tetra mundial.
Acrescentando duas informações que julgo relevante, o time dos jornalistas chegou a realizar um amistoso internacional na Fonte Nova, contra jornalistas estrangeiros, no dia em que um tal de Boniek encerrou melancolicamente a carreira, ainda nos vestiários, ao ser barrado.
E chegamos a visitar equipes de cidades próximas, como Feira de Santana.
Aguardamos, então, mais inscrições para os novos babas da imprensa.
Se bem que já dá pra rolar nem que seja um salãozinho animado ali na Praia dos Artistas.
Abraços off-sides
P.L. em 03/03/08, Marvin Kennedy <marvin.kennedy@ gmail.com> escreveu: Com mais QUATRO!
como diz Yuri, tô dentro (lá ele!) Marvin Kennedy em 4 Mar 2008 00:02:16 Carlos Sobrinho escreveu :Marvin ….Pode contar comigo pro baba.
Como o critério parece ser ‘estar fora de forma’ …
Me sinto habilitado a jogar!
em 4 de Março de 2008 0:42:15, Rafael Sena Andrade escreveu:
Que massa!
As reações foram as melhores possíveis.
Pouco a pouco, os fominhas vão aparecendo.
P.L. já se adiantou com sugestões de praças. Vem aí ’sinjorbaba’ !
Rafael
Paulo Leandro
Hugo
Yure
Marvin
Carlos Sobrinho
…
artur carmel escreveu:
Correm notícias, lá para as bandas do Matatu de Brotas, de um certo skatista habilidoso e ousado. Mas de bola, só as outras. Pois é, nosso astuto PL revivendo as lidas babísticas. Só vou fazer uma correção: quem ressuscitou o new team de Comunicação fomos euzinho, Walber Tico e o famigerado Ernani, mais aquele menino de Juazeiro (desculpem se esqueço de mais alguém), que fomos lá na Geral de Cursos e ‘viramos a mesa’. Isso pq a Federação de Futebol da UFBA só colocava Jornalismo para jogar aos sábados, às sete da manha. Aí já viu, né…neguinho e branquinho só chegava lá de virote ou, nem chegava. E tome-lhe WO, e tome-lhe lavagem. Chegamos lá na Liga da UFBA e batemos o pau na mesa. Aí sim, Comunicação passou a jogar no turno vespertino. A chegada dos irmãos Medeiros é a partir daí, depois, mesmo, de treinarmos, todas as sextas (daí tb começou o Babá da Sexta) contra Geologia. Babá de saudosa memória, com grandes velas acesas antes e depois do treino. Quando um lateral cruzava a bola de um lado pra outro do campo, todo mundo ficava olhando. Parecia uma eternidade pra bola chegar noutra lateral. A grama do campo verdinha, verdinha…até a Seleção (a brasileira) treinou naquele gramado àquela época. Mas…chega de saudade e aviso aos babantes: tenho condições de recuperar 30 por cento da minh antiga forma, o que já dá, mais ou menos assim, um Apodi. Tô dentro. Tem time fora aê…
AC…
alf escreveu:
esse negócio de correr atrás de bola nunca foi a minha,
sou mais de dar uma, mas…
tô aí pra levar aquela…

O baba ainda continua e em dezembro de 2010 completa bodas de prata.
Apareça!